Passam por mim, sinto-lhes os passos...no ar a suas respirações e nem por isso uma palavra. Mas existem, são os outros. São gentes...gentes que cruzam o meu caminho e em mim deixaram o seu rasto.
Partes de mim, silêncios meus e até sombras de uma vida...

Um lugar, várias histórias e uma imensidão de palavras constituem a verdadeira essência das"Gentes" da minha terra.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Desabafo do dia!

Ás vezes penso que sou diferente, meio tola e de alguma forma ingénua. Não sei se são os meus olhos que vêem diferente ou a minha perspectiva perante a vida que é única, mas a verdade é que por vezes dou por mim a questionar se falo a mesma língua que a maioria dos seres humanos.

Hoje fui acusada de ser politicamente correcta, porque simplesmente utilizei palavras sentidas para dizer aquilo que sentia em determinada altura. Será que não é normal dizer aquilo que se pensa sem que sejamos acusados de segundas intenções? Provavelmente a culpa é minha por achar que as coisas são ultrapassáveis e que as pessoas apesar de tudo continuam a ter a sua importância. Provavelmente sou eu que pareço ridícula por achar que a vida é simples e que apesar de tudo vale sempre a pena ser sincera. Provavelmente sou eu que sou ingénua por achar que as pessoas nos conhecem apesar das nossas falhas.

Hoje li algo que me fez pensar e que me fez ter vontade de dizer á minha “gente” o quanto gosto deles. Hoje aprendi que todo o meu percurso valeu a pena e que cada minuto sofrido foi um passo em frente. Hoje aprendi que ser feliz é um estado difícil de alcançar e depois de alcançado é pouco aquilo que nos magoa. Hoje continuo a gostar de todos aqueles que fizeram e fazem parte desta minha terra. Hoje tenho a certeza que todos os dias são dias para dizer aquilo que nos surge e para conhecer aqueles que nos rodeiam. 

Hoje valeu a pena!

Até breve!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Finalmente...adeus!

Hoje apeteceu-me escrever, dizer tudo aquilo que penso e contar os meus desejos mais íntimos. Hoje apeteceu-me encontrar-te e explicar-te da forma mais básica a essência da vida e da felicidade. Hoje lembrei-me de ti e de como deixo que ainda afectes a minha vida. Hoje quis esquecer-te e colocar um ponto final na tua existência.

Sei que dificilmente reconhecerás as minhas palavras, sei que muito provavelmente não conhecerás a existência deste lugar, sei com toda a certeza que nunca irás ler esta carta, só não sei se mesmo assim valerá a pena.
Aquilo que vou escrever é um desabafo, uma libertação de algo que me repugna e não aceito, aquilo que vou partilhar é o virar de uma página, o enterrar de uma sombra que deixou de existir.

Sei que no mais intimo de ti me odeias e que no mais profundo de ti te questionas, mas também sei que nunca perceberás todo o respeito que algum dia respirei por ti.

Quando penso em ti vejo o teu rosto, linhas pesadas mas disfarçadas por uma cor que te favorece. Percorro o teu olhar e tento encontrar a explicação para tanto desconhecimento, mas só consigo ver um olhar vazio aliado a um sorriso perdido.

Não penses que te subestimo, que te desprezo, apenas ignoro a tua realidade e questiono a tua essência. Pensar em ti é encontrar um vazio, um corpo despido de emoções e de verdade, imaginar-te é questionar cada gesto teu, cada palavra, cada intenção que provocas.

Confesso que nos meus desejos mais íntimos pedi a tua tristeza, pedi a confusão, pedi a verdade, não pedi por mim mas por ti, para perceberes que a vida é real e que o mundo é mais do que um jogo onde as peças são imunes. Mas quando percebo tais pensamentos me condeno, me julgo e reformulo cada desejo. 

Não sei se algum dia vais acordar desse teu pesadelo, nem se tão pouco vais perceber que ele existe,mas espero, sinceramente, que um dia seja possível. 

Minha cara sombra, hoje, te devolvo ao mar de onde nunca saíste, hoje dispo-me de ti sei que nem uma marca exista, hoje desejo-te o mundo e ignoro-te da minha realidade.


Perdoa-me se algum dia não te olhei com dignidade, perdoa-me se algum dia senti pena da tua imagem. Quanto a mim resta-me agradecer por teres lançado no meu caminho pedras pesadas e marcantes, por teres tornado cada passo uma vitoria e por teres proporcionado uma passagem inesquecível. 

Hoje fecho o livro e escrevo a última frase, encerro a página e despeço-me de ti...

“Percorrendo caminhos longínquos encontrei o teu, sem pedir licença escalei cada uma das tuas montanhas e descalça cheguei ao fim. Olhaopara trás e vejo o caminho que outrora nos foi comum, ao longe ainda encontro parte das tuas pegadas mas sinto a tempestade que libertei e estou certa que ela irá apagar cada rasto teu”.


Adeus!
Até breve!