Passam por mim, sinto-lhes os passos...no ar a suas respirações e nem por isso uma palavra. Mas existem, são os outros. São gentes...gentes que cruzam o meu caminho e em mim deixaram o seu rasto.
Partes de mim, silêncios meus e até sombras de uma vida...

Um lugar, várias histórias e uma imensidão de palavras constituem a verdadeira essência das"Gentes" da minha terra.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Gritos de revolta



Revolta é o que sinto cada vez que os meus ouvidos são absorvidos por injustiças. Não aguento tanta hipocrisia social e falsas preocupações.

 
São estes momentos que trazem até mim pensamentos de revolta, gritos silenciosos e uma vontade de fugir deste lugar. Este lugar, esta terra que não nos protege, que nos humilha a cada dia e nos desilude a cada valor que se perde.

Não me considero a mais pura das cidadãs, pois também eu tenho as minhas falhas e as minhas perdas individuais. Mas jamais pisarei os outros, humilharei seja quem for e tratarei como inferior o mais simples dos mortais.

Grito com uma força que o meu corpo não suporta e mesmo sabendo que ninguém me ouve, repito-o para que a minha indignação se atenue.

Porquê?

Mas porque é que aqueles que não lutam e só conhecem o facilitismo social têm oportunidade de percorrer caminhos direitos sem encruzilhada e no fim nem reconhecerem o sabor de uma caminhada árdua? Porque é que aqueles que não merecem e não se esforçam conseguem o prémio pelo qual muitos lutaram? Que nos vale o esforço de uma vida, se basta um sorriso de alguns ou um familiar bem posicionado para que o fruto do trabalho de outros lhes seja concedido?

Não sou contra às cunhas, nem às recomendações, pois estas são das poucas oportunidades que um jovem da geração de 500 tem para mostrar os seus conhecimentos e ter acesso a um mundo de trabalho mais digno. Mas a cunha não tem que ser um sinal de facilitismo para os incompetentes nem motivo para pisar aqueles que realmente tem o seu mérito. As oportunidades são dadas e mesmo que não merecidas devem ser valorizadas. Quando assim não é devemos ter o bom senso de arrumar as "tralhas" e deixar os outros crescer.

Minha gente é hora de enfrentar o que nos destrói e nos coloca na situação onde estamos! Podemos aumentar a austeridade mas enquanto não acabamos com as mentalidades mesquinhas e provincianas de hoje nunca mais conseguiremos evoluir para um país melhor, mais justo e mais competitivo.

Será que alguém me ouviu? Possivelmente não...continuam demasiado centrados no seu próprio ego que se esquecem de ouvir os que sonham e que lutam todos os dias por sobreviver e ainda assim ser feliz.

Até breve!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Relato de um acorde sensual




"A beleza do teu rosto é algo que me fascina, não pela perfeição dos teus traços, mas pela naturalidade da tua expressão.

Deixo-me navegar pelo teu olhar, percorro o som que transformas com as tuas mãos e mergulho suavemente na tua música.

Neste lugar que nos pertence transformas o simples num momento único, uma música numa dedicatória e fazes-me sentir a mais completa de todas as mulheres.

Deixo que as minhas lágrimas traduzam a emoção que a tua voz provoca . 

Caem suavemente...

Apenas um olhar e transformam-se num sorriso."


Para muitos este pode ser apenas um quadro romântico, mais uma comédia fácil repleta de romantismo onde a felicidade não passa de uma bela imagem de ecrã. Para mim contínua a ser um encontro perfeito entre dois personagens de uma realidade única, onde a felicidade pura é única razão que os faz ser completos.

Até breve!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Desprezo no feminino


Gostava de entender, mas parece-me demasiado complexo para que a minha percepção das coisas consiga alcançar. Compreender uma mulher é algo que exige um esforço acrescentado e uma flexibilidade fora do normal. Já para não falar da paciência em doses industriais.
Sim continuo a ser mulher, mas cada vez mais rendida à visão masculina da vida. Não estou a negar as minhas origens, até porque respiro emoção e sentimentalismo a cada palavra, mas a minha curta vida ensinou-me como nós mulheres somos umas grandíssimas ordinárias. Perdoem-me minhas leitoras pelas palavras fortes. Mas todas vocês já sentiram na pele a crueldade feminina e desejaram aderir ao racionalismo masculino, não é verdade?
Por mim falo…ser olhada ao pormenor, ser avaliada pela indumentária e ser criticada pelos comportamentos sociais são tudo momentos pelos quais vivi e que em muitas vezes respondi à letra. Mas não é deste tipo de mesquinhices que me refiro, porque estas são demasiado simplórias e ridículas que lamento ter dado importância. Refiro-me à verdadeira crueldade feminina e ao ridículo que as mulheres mal-amadas se expõem. Criticar os outros e utilizar os amores de trazer por casa para enaltecer uma felicidade disfarçada é algo que desprezo, mas acabo por desculpar, pois aprendi que a felicidade é algo que não está acessível a todos, mas apenas aqueles que lhe sabem dar valor. 
Continuo a guardar no meu baú as mulheres da minha vida e a libertar espaço para as que entram de novo, mas continua demasiado pequeno para as que na verdade não interessam.
Até breve!

O velhote do metro


Todos os dias te encontro no mesmo lugar de sempre, a tua silhueta não mudou durante a noite e o teu rosto continua perdido da mesma forma. Pergunto-me quem és e de onde vens, mas sinto-me intimidada pela tua presença e receio aproximar-me.
Não existe um único dia que não te olhe, que não procure respostas e não formule novas perguntas. Perdoa-me por invadir o teu espaço mesmo que não o sintas, perdoa-me por questionar sobre a tua vida e procurar em silêncio razões para te encontrar neste lugar.
Não sei quanto medes, mas pareces-me tão alto que não consigo alcançar. Não sei a tua idade, mas sinto que não és tão velho como as tuas marcas deixam transparecer. Porque estás aqui neste lugar? O que te aconteceu para que o teu mundo seja uma estação repleta de rostos passageiros? Conta-me em silêncio o que te levou a esta solidão?
Continuo a ganhar um pouco mais de coragem todos os dias para te olhar mais de perto, mas não a suficiente para conhecer a tua história.
Até breve!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A tua música em mim...



Sentada ao teu lado...
A música toca e não consigo parar de te olhar. O teu rosto forte disfarçado por um sorriso de menino cega-me a visão, mas leva-me para um mundo que está para além do que se vê. Perco-me nesta letra e recordo a primeira vez que a tua guitarra tocou cada uma destas notas e volto a ouvir esta canção bem por trás da minha orelha. Arrepio-me!

Fecho os olhos e tento concentrar-me para conseguir escrever um pouco das histórias que tenho vindo armazenar na minha cabeça. Mas o teu corpo está tão próximo que não me consigo separar das sensações que a tua respiração me causa...

Mergulhada em ti me despeço por hoje...

Até breve!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Paixão



Agarra-me...sente cada pedaço de mim.
Beija-me...sente o sabor da minha boca.
Em cada olhar um pensamento profundo.

Sussurra-me palavras de paixão envolvidas em sentimos de tesão.
Sente...abraça-me e num toque de prazer promete-me um para sempre.

Até breve!

domingo, 23 de outubro de 2011

Ser mulher...



Sou mulher e choro por isso. Dói sentir o feminino dentro de mim. Dói a dor do sentir sempre intenso, das palavras duras sem sentido e da indiferença que paira na nossa imaginação.

Correm-me as lágrimas sem intenção e os punhos cerram-me a todo o instante. Pergunto-me o porquê e nas respostas só encontro razões de momento ampliadas pela força do sentimento.

Ser mulher é sofrer, sofrer porque sim, porque se sente sem razão aparente.

Desprezo esta minha essência, luto contra ela a cada instante, mas a sensação de ser mulher absorve-me e torna-me prisioneira de uma sensibilidade doentia.

Consciente do absurdo que se torna o momento sempre que assumo esta minha faceta, peço perdão a todos os que me ouvem, que me sentem e que me amam.

Aceitem as palavras, as lágrimas e até o virar de costas, pois sou mais uma mulher com os humores trocados e dotada de uma enorme capacidade dramática.

Afinal sou mulher!

Até breve!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saboreando...




Sinto que o sabor doce da vida é algo momentâneo repleto de um paladar intenso com aromas  e odores profundos. Sei que posso saborear cada momento, apreciar cada sensação e devorar sem hesitação os pedaços mais suculentos. Porém, sei que no final vou desejar mais e quando sentir que terminou vou procurar nos lábios as marcas deste gosto louco.

Fecho os olhos e volto a sentir tudo novamente.

Procuro no agridoce da vida o equilíbrio de um sabor perfeito, adiciono um pouco de tudo o que me envolve e acrescento um toque de picante. Posso até sentir um sabor forte, uma acidez que desconheço, mas reconheço-me e isso faz-me apreciar cada uma das doses que a minha história me proporciona.

Até breve!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma pequena voz com um toque especial



Simplesmente maravilhoso!

Não estou aqui avaliar os dotes vocais desta criança, mas a forma deslumbrante como ela sente a música. A forma como canta cada palavra e sente cada uma das emoções que a música transmite.

A cada dia que passa dou mais valor às pequenas coisas que a vida me oferece e aprecio com uma maior sensibilidade aqueles que sentem as coisas de uma forma pura e completamente inocente.

Num mundo pintado de negro onde a ganância e a ambição individual são os toques finais de um quadro social sem retorno, haver pessoas capazes de transmitir ao ser mais inocente os valores da vida é de louvar. Acreditem que a minha apreciação do brilho desta menina não é isolada, pois após ouvir vários covers por si cantados e uma entrevista num daqueles programas generalistas apaixonei-me pelo seu olhar revelador.

Não sei como, mas esta criança transmite algo que nos faz sorrir, que nos deixa mergulhados numa paz incomum.

Ouçam e digam-me o que sentiram??

Até breve!

Dona de casa sem desespero


Alguns minutos de descanso...

Sento-me no chão, estico as pernas e deixo-me deslumbrar pelo cheiro maravilho que esta casa respira. Olho em redor e adoro o que vejo, as cores brilhantes,  a alegria dos móveis e a disposição fantástica dos pormenores. Adoro vislumbrar a beleza que construímos à nossa volta, gosto de apreciar cada pedaço deste lugar e inspirar todos os rasgos de felicidade que estão espalhados por cada um dos cantos.

Nunca me vi como fanática das lides domésticas, nem tão pouco dedicada inteiramente à casa e ao seu homem. Mas a vida transforma-nos. Quando achamos que não somos capazes de dedicar parte do nosso tempo às coisas que em tempos achávamos tarefas chatas e contrariantes, tudo muda!

Mas quando escolhemos o nosso lar, construímos o nosso espaço e entregamos parte de nós a um lugar, estas tarefas começam a fazer parte da nossa essência sem darmos conta. Quando é feito a dois, tem um sabor mais intenso, torna-nos mais unidos e inicia um enorme projecto de vida. Adoro!

Sou fã do nosso lugar e fascino-me com cada retoque, com cada mudança, com a imensidão de pormenores que vamos acrescentado e com a identidade que este vai ganhando.

Olho ao meu redor, deixo-me sorrir e apesar dos momentos menos bons deixo-me levar pela vida que amo...

Até breve!

domingo, 25 de setembro de 2011

Boa Noite!



Após algumas tentativas de escrever algo neste espaço, desisti...

Hoje sinto que a minha cabeça não acompanha o meu coração e qualquer palavra que deixe nestas linhas vai perder importância no dia de amanhã.

Quero apenas deixar-me levar pela música, deixar que os pensamentos mais íntimos fluam e esquecer tudo o que está para trás.

Por vezes dou por mim a negar os meus próprios ideais e a comportar-me da forma que mais crítico. É neste momento que assumo a minha ingenuidade e me declaro menina mimada.

Vou apenas descansar a mente e entregar-lhe o corpo com a certeza que o seu calor vai saber aconchegar os sobressaltos do meu coração.

Boa Noite!

Até breve!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Agora a dois...

http://semacucarporfavor.tumblr.com/post/6956042817/confesso-que-na-minha-cabeca-ja-planejei-nosso


Tanto tempo sem escrever, mas nem por isso ausente da minha escrita. Procurei nas palavras um desabafo, mas foi no teu corpo que encontrei o alento...

Hoje ainda não consigo ocupar o meu tempo com as frases que te dediquei, mas em breve voltarei a desenhar em cada canto desta tela imagens de uma vida que valorizo.

Foram tantas as frases espalhadas pela casa, os rascunhos e as mensagens apaixonantes. Foram tantos os telefonemas, os agradecimentos e os abraços calorosos. Mas nunca o suficiente para traduzir tal felicidade.

Tudo o que era belo ficou perfeito num simples acto que transformou a nossa vida. Arriscámos o mundo e escolhemos o "nós" definitivo. Valorizamos o amor e esquecemos a crise.

Perfeito! Acordar envolvida no teu corpo com a certeza que a separação é apenas um rasgo de um dia que nos volta a juntar. Podemos até lançar as mãos à cabeça  e questionar os azares que nos perseguem,mas nem por isso desistimos da vida que escolhemos...

Maravilhoso! Planear cada momento contigo,escolher cada canto do nosso lugar, mergulhar  num mar de criatividade onde o feio se torna belo e se traduz na nossa alma.

Hoje somos dois tranformados num só. Partilhando uma vida de sonhos e magia. Construindo, ao nosso ritmo, um lugar onde o pormenor mais simples faz parte de nós...

Contigo, hoje e sempre...

Até breve!


domingo, 18 de setembro de 2011

Domingo Lamechas

Vejam o quão simples pode ser a felicidade...




Passamos tanto tempo da nossa vida a procurar um amor que nos preencha. Quando finalmente encontramos aquele olhar que nos faz levitar, aquele sorriso que nos acalma e aquele abraço que nos envolve de uma forma única, perdemos tempo a ter medo de o perder.

O amor é simples, trás à vida o sorriso que se ofusca nos momentos mais tristes. Dá-nos vontade rir durante todo o dia das coisas mais simples.

Porque estragamos todas estas pequenas sensações com pequenos parentesês de incertezas?

Não será mais simples vivermos cada momento na sua plenitude sem que os fantasmas do passado e os receios do futuro paralisem cada gesto num tempo que não se vive?

Certamente! Há que aproveitar a dádiva de ser feliz. Alimentando cada sentimento como único e vivendo cada acontecimento com a importância do momento. Assim podemos chegar ao fim com sensação única de ter sido perfeito...

Até breve!

Voltei!



Tanto tempo sem escrever, tanto tempo sem partilhar o meu mundo com toda a minha gente, tanto tempo sem o meu lugar...

Senti saudades da vossa admiração silenciosa e dos rostos desconhecidos que sempre me acompanharam. Senti a vossa ausência, mas em tempo algum esqueci a vossa presença.

Parti por um tempo...sem dia de regresso à minha escrita voltei sem lágrimas e repleta de sorrisos. Foram tantos os momentos em que me refugiem nas palavras, foram tantas as páginas escritas sem conexão, foram tantos os rascunhos que nunca tiveram um fim...

Escrevi dedicatórias e fiz pequenas declarações, contei segredos e fiz verdadeiras revelações, mas o relógio teimou em perseguir-me e controlar cada hora do meu dia. Quis fugir do tempo, mas a vida envolveu-me e os meus sonhos absorveram cada pedaço do meu dia.

Foram tantas as mudanças...

Mas hoje estou aqui mais forte do que nunca, cresci a cada dia e descobri o verdadeiro significado da felicidade. Posso até querer mais e ambicionar tornar-me mais forte, mas hoje sou feliz e isso chega-me...

Até breve!

sábado, 23 de julho de 2011

A vida é uma surpresa!



Início da semana…

O despertador tocou e mentalmente pedi para que parasse. Não senti os braços…o meu corpo estava imóvel. Ganhei noção do tempo e tentei levantar-me, mas o peso da minha cabeça não me permitiu tal movimento.

Senti uma dor que me atravessava, mas não percebi. Senti um cansaço extremo que cortou cada um dos meus movimentos. Estava bem, mas não conseguia abrir os olhos sem que estes paralisassem o meu olhar.

Procurei que o cair da água sobre o meu corpo me confortasse, vi o teu rosto, beijei os teus lábios e senti-me.

Era segunda-feira e sobre mim caiu a carga negativa daquele dia.

Corri para o trabalho sem que o meu corpo tivesse reacção. Mal eu sabia que o grande turbilhão estava prestes a chegar.

Olhares, silêncios, palavras sem emoção e desconhecimento total da situação.

Ainda recordo o amargo das palavras que abalou o meu mundo, ainda recordo o despedir que me magoou, ainda lembro a facada profunda na vida que ainda conhecia.

Em minutos acabou…o investimento, a estabilidade e a tranquilidade de algo que me pertencia.

Afinal não acontece só aos outros...Eu que há uma semana tinha emprego, naquela segunda-feira perdi o norte.

Deixei que a dor da manha perdurasse pelo dia, agarrei as forças que me sustentam e corri pela janela que se abriu…

A vida é a surpresa de todos os dias…um dia somos invadidos por uma certeza que nos orienta, no outro assombrados por um desnorteio que nos invade.  

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Noite perfeira



Simplesmente perfeito...

Mergulhos de prazer em águas puras. Sorrisos rasgados e olhares ternurentos.

Corpos despidos de intenção e uma imensidão de gestos de momento.

Sorri mais uma vez. Senti o cheiro da casa que nos acolheu e deixei-me levar por um reviver tão profundo.

A surpresa digna de uma tela romântica. Recordo a luz da noite acompanhada da claridade do teu rosto. Volto atrás e na boca o sabor da tua culinária. Molho os lábios no cálice de hoje e sinto o gosto daquele tempo. 

Olho-te e o meu corpo apela pelo teu. Sorris-me e prometes-me um lugar perfeito.

Corpos iluminados pelo clarão da lareira...no chão sinais nossos, no ar o bafo do nosso prazer.

Deixo-me levar pela naturalidade do nosso amor e desejo que esta  noite seja eterna.

Acordei pela manhã. No quarto a essência de uma noite maravilhosa. Olhei-te e tive a certeza de não ter sonhado.

Até breve!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Prazer no feminino

Corpos molhados, sorrisos abertos e uma loucura partilhada pelos nossos.

Senti frio no mais íntimo de mim, mas o bater fugás do meu coração ansiou pelo calor dos teus beijos.

Mergulhámos sobre o luar e em breves olhares desenhámos o desejo que nos envolvia.

Ainda humedecidos pela loucura que nos definiu, seguimos...sonhámos com a cama e o conforto dos nossos lençóis.

Tocaste o meu corpo nu. Senti-te. O teu rosto desejava-me e o meu corpo envolveu-se numa dança lenta, mas forte. Os meus olhos penetraram os teus e os teus lábios molhados sugaram, em silêncio, os meus.

Quis tocar-te para te sentir, mas a adrenalina do momento não permitiu tais movimentos. Olhei-te e entreguei-me ao nosso prazer...suspirei e dei-te parte de mim.

Relatos de uma mulher que sente cada sentido do seu corpo. Sensações de um prazer que é vivido ao segundo. Desejos cúmplices de um amor por inteiro.
Até breve!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Apenas um suspiro...


Gostava que as minhas palavras fossem suficientes para acalmar toda a tua inquietação. Gostava de estar certa que interiorizas e que aceitas o poder que elas te concedem. Gostava que fechasses os olhos, sentisses o sussurrar da minha voz e acreditasses que tudo tem um simples significado.

São nestes momentos que sinto o vazio da tua ausência e receio perder-te para ti. Hoje sinto a escassez das minhas palavras, sinto que estão absorvidas pelo cansaço e pela ansiedade que me consome. 

Sei que parece contraditório, mas tenho a felicidade em mim. Simplesmente receio perder a capacidade de tornar os contratempos momentos que nos fortalecem e de reforçar o que de mais de importante existe. 

Estas palavras não passam de um simples desabafo que me reforça e que me torna mais forte. Escrevo para mim, para ti e para todos aqueles que por vezes tornam os pequenos obstáculos relevantes e deixam que a sensação de incapacidade seja uma constante...

Suspirei, libertei o aperto que me sufoca e tudo se tornou bem mais simples...

Até breve!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Agora nossa...

http://imageshack.us/photo/my-images/209/quartolafee.jpg/
A sonhar...

Mil e uma ideias, enumeras imagens e uma panóplia de opções.

Um lugar perfeito definido por linhas únicas e por uma vista maravilhosa. Escolhemos, apreciamos e deliciamos cada canto deste nosso novo mundo. 

Tento abstrair-me da ansiedade que me envolve, mas dou por mim a sonhar acordada com o lugar que iremos chamar de nosso.

Se será diferente da harmonia e cumplicidade que nos caracteriza, não sei. Sei que é o passo que nos une ainda mais, que reforça a nossa relação e que dá sentido à intensidade da nossa história.  

Sem pressões, nem complicação. Escolha natural e necessária. Decisão difícil, mas desejada. 

Depois dos sonhos a realidade...

Até breve!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sempre minha*


Queria abraçar-te, sentir-te e dizer num simples olhar o quanto, ainda, te pertenço. 

Cresci, mudei e nas asas que me ofereceste, sem saberes, sobrevoei o meu caminho e parti. Não tão longe como o coração sente. Separadas apenas por alguns minutos e alguma falta de tempo. Mas contínuo aqui, pronta para mergulhar no teu conforto maternal e voltar a ser a menina a quem desculpavas a rebeldia.

Pareço distante e por vezes desligada do mundo que me viu crescer, mas o meu rosto seguro esconde as lágrimas das saudades sem cura.

Escolhi amadurecer a parte de mim que estava presa ao teu ventre e saí do lar que me protegia. Mas não te esqueci...

Sei que te aflige a minha distância e choras a minha ausência, mas não percas o sorriso que me faz orgulhar de ser tua. Podemos até discordar na interpretação do mundo, mas faremos sempre parte da mesma vida.

Amo-te!

Até breve!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma história sem tempo...


http://jovemprofetamossoro.blogspot.com/2010/10/nao-perca-tempo.html

Tudo tão rápido, tão intenso, tão perfeito...
Turbilhão de sentimentos numa história construída ao acaso. 

Trocámos palavras e olhares.
Fizemos confissões em silêncio.
Sonhámos acordados.
Vivemos aventuras inesquecíveis.
Escrevemos páginas de um livro em branco.
Partilhámos momentos.
Mergulhámos em lágrimas e sentimos dor.
Sentimos a ansiedade do tempo.
Descobrimos sensações e tornámos o impossível no eterno. 

Contar o enredo que nos trouxe ao lugar onde o amor é a palavra de excelência, seria complicado, não pelo tempo mas pela complexidade da própria história. Tudo tão duro e tão profundo, algo que as palavras não traduzem. Mas ao mesmo tempo tudo tão simples e maravilhoso. 

Um amor tão jovem e ao mesmo tempo tão maduro, marcado pela intensidade de uma paixão vivida ao segundo. Construído na base de uma amizade partilhada pelo momento, pelas vidas cruzadas e pelos argumentos que nos tornaram inseparáveis. 

Amor repleto de coincidências, de momentos programados pelo acaso e de um destino traçado por nós. 

Olhando para trás e seguindo as linhas que nos trouxe à felicidade que respiramos sinto-me reforçada, sinto que cada página do nosso livro foi escrita com a intensidade e consistência que caracterizam a nossa relação. Mesmo que o tempo não descreva a profundidade de tal sentimento, nós sentimos e assumimos os passos largos que escolhemos. 

Num livro onde as páginas escritas parecem poucas, não se iludam, pois a dureza e a intensidade das palavras é que definem a eternidade de uma história. 

Até breve!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nos teus braços...lugar mais perfeito do mundo!

O despertador teima em tocar após inúmeras tentativas de, mentalmente, o impedir. Sinto o peso da segunda-feira e o meu corpo cede à preguiça. Sinto os movimentos bruscos do teu corpo pedindo para que a hora de acordar tarde em chegar. 

Tentámos, mas o peso da responsabilidade ergueu cada membro do nosso corpo e em poucos minutos fomos absorvidos pela rotina da semana. 

Passou cerca de uma hora depois de um beijo de despedida e ainda estás em mim. Senti uma vontade enorme de correr para fortaleza do teu abraço, mas senti a distância e confortei-me nas tuas palavras.


Por breves instantes deixo-me sonhar e regresso ao teu corpo. Aninhada em ti envolvo-me nos teus braços e no teu peito sei que estou segura. 

Olho para nós de uma distância que nos consigo desenhar. Vejo um quadro perfeito, traços que se cruzam e cores que se misturam. O meu corpo encaixa no teu e sinto-me mulher. Mas observo o sorriso estampado no meu rosto e o brilho dos meus olhos e sinto-me menina novamente.

Quero abraçar-te e aninhar-me no teu peito. Anseio por esse momento que me faz sentir protegida e reforçada. Inspiro e deixo-me levar por este momento...


Até breve!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Doce amargo

Turbilhão de sentimentos. 
Voltas e mais voltas. 
Pensamentos distantes e confusos.
Corro atrás de uma certeza e vejo-me perante um labirinto de respostas.
Quero, desejo e anseio. Mas receio a dor de momento, o sufoco da mudança e a tristeza estampada no rosto.

Mergulhada numa felicidade inexplicável. Olho-me e vejo no rosto o sorriso de uma criança, no olhar os sonhos e no corpo uma ansiedade de viver.

Desvio o olhar e encaro-te de frente, reconheço a certeza do teu amor mas perco-me na tua angústia.

Não consigo construir um argumento perfeito, apenas frases soltas...

Perdoa-me o discurso totalmente desconexo, mas sou incapaz de traduzir a dicotomia em que me encontro. 

Perdi as minhas palavras, mas quando a fase terminar e tivermos crescido saberei encontrar umas novas.

Até breve!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Banda sonora do dia



Adoro o som, adoro a melodia e delicio-me com cada pedaço desta letra. Penso em ti e no teu acordar. Recordo o teu abraço e deixo-me mergulhar nas lembranças mais profundas.

Hoje sinto-me radiante...fecho os olhos e sinto-me a deslizar pelas notas suaves da banda sonora do meu dia.

Um pouco de mim...

Até breve!

sábado, 25 de junho de 2011

Um abraço...


Preciso do teu abraço e de sentir novamente o teu corpo. Preciso que me beijes e me envolvas no teu desejo. Preciso das tuas palavras e das tuas promessas. Preciso de ti!

Sei que vens ao meu encontro sempre que te procuro. Sei que me sentes a cada instante. Sei que os teus olhos reflectem os meus. Mas preciso de ti!

Receio perder o teu rosto pela manhã e os beijos húmidos ao acordar. Receio deixar de sentir o teu cheiro em mim e de ouvir a música que vem dentro de ti. Receio não voltar a ser a criança que sou contigo e a mulher que me tornaste. Receio a vontade de te ter e não te poder tocar...

Perguntas-me porque choro...não sei! Provavelmente porque vejo no rosto de outros o sofrimento de uma perda. Provavelmente porque não consigo imaginar o meu corpo sem marcas do teu. Provavelmente porque a tua respiração alimenta-me ao mesmo tempo que o teu desejo me consome.

Palavras sem nexo aparente, mas a ligação que nos une torna tudo tão intenso que o medo simplesmente não desaparece. Uma loucura que nos ocupa e acompanha, um amor que nos descobre a cada gesto e que nos une a cada instante.

Respiro-te, olho-te e volto a precisar de ti!

Até breve!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Linhas de uma história por escrever

"O verão chegou e com ele trouxe recordações de uma aventura. Posso fechar os olhos e recordar cada passo, cada gesto, cada momento. Cerro-os mais um pouco e ouço o bater do meu coração. O meu corpo manifesta-se e ainda reage aos primeiros olhares. 
 Não sinto saudade do que nasceu, mas o meu sorriso rasga-se a cada imagem desse tempo. Sinto-me novamente na história encantada que construímos e deixo-me levar pelo encanto do nosso argumento."
 Foram tantas as palavras, as fantasias e as promessas de um momento ainda mais maravilhoso. Os beijos eram tímidos e os sentimentos silenciosos. Um querer platónico construído numa base de fatalismo profundo. Um enredo feito ao acaso onde as personagens partilharam ansiedades e um desejo enorme de serem felizes.
 Uma história que conheci e que um dia, quem sabe, não faço dela um verdadeiro romance. 
Até breve!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"São apenas palavras..."


Pergunto-te porquê? 

Porque te deixas ir? Porque te anulas e te consomes? Porque desistes e te amargas? Porquê? 

Preciso de respostas para entender a ferida que te envolve e ajudar-te a seguires o teu caminho. Preciso de conhecer os teus receios para os poder suavizar. Preciso que precises de mim para me assegurar que te encontras. 

Dou-te palavras, mas nenhuma com a força suficiente para acalmar o teu sofrimento. Não tento conselhos, pois de nada servem, mas ouço-te sem exaustão. Sigo-te para não te perderes, mas dou-te espaço para te encontrares.

Sussurrando-te ao ouvido conto-te o segredo e num tom feroz peço-te que acredites. Segue o tempo e não anseies. Deixa que doa até que não possas mais. Chora os momentos, mas não os lamentes. Guarda a história, mas não rasgues as páginas onde o branco perdura. 
Nada é mas inteiro do que nós. Mesmo que de uma parte tua se trate liberta-a, para que um dia possas voltar a encontrar o pedaço que te falta. 

Para os muitos que comigo partilham esta “terra” e sofrem. Para os de ontem e os de hoje que me procuram. Para os meus e para os outros. 

São apenas palavras...

Até breve!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Com os apetites



Apetece-me provar-te como se nunca tivesse sentido o teu aroma. Apetece-me ter-te como se nunca te tivesse tocado. Apetece-me sentir-te como se nunca te tivesse enlouquecido. Apetece-me...

Mesmo depois de conhecer cada contorno do teu corpo quero reconhece-lo, quero toca-lo como se da primeira vez se tratasse. Quero esquecer os teus gostos para te poder conhecer novamente. Quero esquecer o teu cheiro para voltar a ficar viciada nele. Quero beijar-te como se fosse o primeiro. Quero-te...

Amor que me consome e me faz renascer a cada dia. Paixão que me devora e me completa a cada dia. Tentação que me descontrola e me fascina.

Vou sair e encontrar-te!

Até breve!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desejo



Invadiste os meus pensamentos e o meu corpo ficou tenso. O coração começou a palpitar de uma forma desconcertante...sinto-te!

Pedi ao tempo que corresse e que trouxesse, em breves segundos, o teu corpo para junto de mim. As minhas pernas voltaram a tremer e o tempo regressou à tentação.

Vi o teu corpo robusto e o teu rosto forte. Olhei o teu sorriso profundo e deixei-me deliciar pelos teus gestos. 

Os nossos olhares cruzaram-se e a minha boca quis beijar-te, quis tocar-te e sentir o teu desejo dentro de mim.

A minha respiração ofegante absorvida pelo tocar das tuas mãos. Tocaste o meu peito de forma invisível e acalmaste a ansiedade com um breve beijo.

Conseguia sentir-te sem que o teu corpo envolvesse o meu. Sentia os teus lábios sem que o teu rosto tivesse presente. Sentia o teu abraço em todas as noites vazias. 

Sofri a tua ausência.

Hoje adormeço contigo, sinto a tua presença em todos os momentos, mas desejo-te em todos os instantes.

Até breve!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

De regresso aos obstáculos



Olhei para trás...

Lá estava eu com o meu jeitinho rebelde. Palavras soltas, gritos de irreverência e gestos de uma agressividade que me estava intrínseca. Quis abraçar-me. Quis rever os discursos e os conselhos do passado. Quis ouvir com precisão as palavras sábias de todos os dias. Quis aprender com os castigos.

Voltei ao agora e revi-me no antigamente. Os mesmos olhares reprovadores, os mesmos gestos e novamente as escolhas...

Olharam-me e após alguns segundos de silêncio a palavra foi-me passada.

Desabafo...ideias soltas, frustrações escondidas e um desejo tímido de crescer.

Era a sua vez...cerrou os olhos e avaliou cada gesto meu. Os meus erros foram realçados e regressei ao passado. Senti-me novamente menina. Contive as lágrimas e ouvi com atenção as minhas falhas. Quis argumentar, mas cresci e reconheci que por mais justificações que desse nenhuma seria aceitável. Ouvi as minhas pulsações e quis fugir, mas paralisei o meu corpo e absorvi cada uma das suas palavras. Reconheci as falhas, mas em mim estava patente a mágoa de uma desilusão. Tentei sorrir para esconder a tristeza que me envolvia, mas estou ciente de ter transmitido a frustração.

Prometi corrigir as lacunas e controlar os impulsos, mas a incompreensão deixou a sua marca.

São estes momentos que nos abrem portas a uma nova visão. Percebemos o que é realmente importante e que por mais demonstrações de competências que tenhamos haverá sempre uns “mas”. Aprendemos que os outros estão longe de ter a mesma visão do mundo e que a valorização é um conceito altamente subjectivo. Mas apesar de tudo assumi um novo desafio, uma nova etapa e prometi a mim mesma que o caminho mais fácil nunca será a minha opção.

Respirei uma nova força e ergui o rosto, pois mais uma vez o “que magoa torna-me mais forte”.

Até breve!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Saudade...

Era o teu dia, mas não estiveste presente.

Reuni os possíveis para atenuar a dor da tua ausência, sem motivo para celebrar relembrámos, em silêncio, a tua presença.

Era o dia do teu aniversário, era o dia de comemoração de mais um ano de vida. E agora o que há para festejar? Nada. Partiste e contigo levaste uma imensidão de lembranças e de datas queridas.

Sinto a tua falta!

O teu sorriso, as tuas histórias, os nossos momentos, o teu afecto, a tua força e até a tua zanga com parte do mundo,...saudades de um alguém que em mim tatuou a experiência e a vontade de viver. Saudades!

Quis oferecer-te parte da minha nova vida e não tiveste tempo da desfrutar. Quis abraçar-te mais uma única vez mas não fui capaz. Quis lembrar-te dois anos depois e perdi marcas do teu rosto.

Perdoa-me por tentar esquecer a magoa de te ter perdido. Perdoa-me por tentar esconder as lágrimas da tua perda. Perdoa-me por me separar da parte de mim que morreu contigo. Perdoa-me!

Provavelmente nunca conseguirei ultrapassar o dia em que te vi partir, nunca conseguirem perceber a marca que me deixaste, mas contigo ganhei a força para suster a tristeza de não te voltar a ver.

Abreviei a dor do momento recordando tudo o que me envolve, suspirei e sorri-te...

Até breve!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Encontrei-te

Entre a multidão, entre os corpos gelados de uma noite fria, entre as vozes tímidas e as palmas desconsertadas, entre nós...

Ali estávamos, perante uma música que não nos aquecia e de uma voz  trémula sem força para nos manter perto.Mas entre músicas desconhecidas e letras do nosso tempo ouve um significado que me fez rodear tudo o que nos envolve. Senti a letra a cada palavra, mexi no tempo e recordei histórias dos nossos. 

Reconheci a minha imperfeição e tive medo, medo que o tempo nos traísse e que nos deixasse sós. Reconheci os erros do passado e relembrei caminhos assombrosos. Fechei os olhos e abracei-te, apertei o meu corpo contra teu e prometi em silêncio que jamais nos voltaríamos a perder. 




Até breve!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desejo



Sinto a tua mão a percorrer o meu corpo, sinto o teu coração a bater bem perto do meu, sinto a tua respiração sussurrando palavras de desejo, sinto-te em cada suspiro.

O teu corpo aproxima-se do meu, não te consigo ver, mas os meus olhos desenham o teu rosto repleto de prazer...um beijo doce e o meu corpo treme de forma descontrolada. Quero-te!

O teu corpo aproxima-se e sinto necessidade do teu beijo, do teu ser. Em gestos de desejo e prazer percorremos caminhos desconhecidos e aprofundamos lugares de todos dias. Entre palavras e olhares ultrapassamos barreiras, entre sorrisos e abraços vencemos etapas. 

Último suspiro, um beijo e os nossos corpos separam-se para aproveitar cada uma das sensações do momento.

Fecho os olhos e ainda te sinto dentro de mim. Posso até adormecer, mas sei que ainda estamos longe do fim.

Até breve!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Contigo

Os meus braços envolvem-te em gestos invisíveis. A distância não me permite alcançar-te, mas insisto em te abraçar. Quero sentir-te perto de mim para que possa proteger-te e acalmar cada ferida desta dor que te consome.

Ouvi as tuas palavras e senti-me absorvida pela tua tristeza. Recordei os teus olhos húmidos por uma magoa que o tempo intensifica. Quis ser capaz de por palavras eliminar as cicatrizes de um amor controverso, de transformar o amargo de uma história num momento simples de apagar, de te dar o outro lado do tempo.

Senti-me incapaz por não aliviar a ansiedade que te move e mais incapaz por não impedir mais uma desilusão.

Mas apesar de tudo quero que saibas que acredito no sabor agridoce da vida e que cada momento coberto de sofrimento trás consigo mais um pedaço de experiência. Acredito que a vida intensifica a dor para darmos valor ao amor e não nos traí simplesmente. Tudo é fruto de um acaso, premeditado ou não, que nos encara e nos transforma. Tudo explica algo e transforma a tristeza do presente numa verdade lógica do futuro.

Ambas sabemos que amar não é fácil, mas também sabemos que o sofrimento não é um sentimento eterno desde que valha a pena lutar...

Uma música triste mas que reflecte uma coragem necessária...



Até breve!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Declaração



Quis dizer-te, por palavras, tudo aquilo que significas para mim, para ti, basicamente para nós...

Começar não é fácil, pois transcrever sentimentos e sensações é sempre um processo de introspecção bastante intenso. Recordar momentos, gestos, sorrisos e simples olhares é aprofundar o que de mais íntimo há em nós. Quis traçar uma linha condutora e percebi que os momentos difíceis foram totalmente cobertos pela magia de uma felicidade contagiante.

Dou por mim a olhar para o infinito e só consigo visualizar o teu rosto. Consigo tocar-te, sentir-te e retocar partes do teu rosto que não consigo ver. Conheço-te! Conheço o teu sorriso, conheço o teu olhar profundo, conheço a forma como te moves e a forma como falas. Em mim tenho o eco da tua voz pela manhã, os beijos ao acordar e os abraços ao deitar.

Posso até fechar os olhos, mas conheço o teu corpo e com a precisão necessária transformo-te numa escultura perfeita.

Podia passar horas a escrever-te e por mais linhas preenchidas não conseguiria traduzir tal sentimento.

Mas há algo que te quero contar. Algo que pode ser dito em poucas palavras, mas com o qual lidas dia após dia. Sabes o quanto sou complexa e filmada? Sabes o quanto dramatizo e realço? Sabes o quanto sou sensível e teimosa? Sabes o quanto sou desleixada e desastrada? Acho que sabes tudo isso...

Mas perdoa-me os momentos bipolares e os dramas de momento, perdoa-me as infantilidades de mulher e as responsabilidades de criança, perdoa-me o inesperado e o impulsivo. Perdoa-me por ser além do normal...

Há quem me chame louca ou simplesmente extrovertida, mas ambos sabemos a complexidade da menina que te acompanha. Sabemos que come silêncio ao jantar para em breves instantes destruir a sobremesa. Mas cá para nós, há forma mais intensa de viver? O incerto faz-nos lutar pelo certo, mas sem perder a adrenalina do complicado.

Somos amantes da vida e atletas do tempo. Construimos momentos com base na felicidade eterna, mas apoiados na realidade do fim. Vivemos o primeiro como último, mas com a certeza de no fim atingirmos a meta.

Somos nós...eternos e imperfeitos!

Até breve!