Passam por mim, sinto-lhes os passos...no ar a suas respirações e nem por isso uma palavra. Mas existem, são os outros. São gentes...gentes que cruzam o meu caminho e em mim deixaram o seu rasto.
Partes de mim, silêncios meus e até sombras de uma vida...

Um lugar, várias histórias e uma imensidão de palavras constituem a verdadeira essência das"Gentes" da minha terra.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por aí...



Por vezes sinto que o meu cérebro pára, que o meu olhar fixa um ponto invisível e o meu corpo recaí sobre uma apatia inexplicável.

Por vezes sinto que vou para longe deste lugar e permaneço do outro lado de um mundo que só a mim me pertence. Não é tristeza aquilo que me absorve, não é frustração o que me consome é apenas um estado que me envolve.

Dura apenas alguns minutos e quando abro os olhos, num gesto espontâneo, sinto que voltei ao lugar de onde parti.

Sinto-me bem, apenas sinto que abri lugar a mais pensamentos distantes e transformei o meu espaço em recordações de momento.

Após uns segundos de silêncio mental regressa mil e um pensamentos, questões e esquemas ilusórios de pequenos problemas por tratar. Não encontro soluções, apenas mais algumas utopias para me ocupar...

Fecho os olhos novamente e sinto o cansaço que me pesa, sinto a adrenalina emocional a correr-me nas veias e a vontade tremenda de nos teus braços me abrigar...

Ao fundo, no tempo, a tua voz sussurra-me ao ouvido curtas palavras, deixo-me acreditar e sei que no final tudo vai correr bem...
Até breve!


quarta-feira, 27 de abril de 2011

A pensar...


Voltas e mais voltas, voltas sem parar...
Pensamentos redondos e ideias efémeras. Decisão difícil, escolha incerta, dor latente.
Mais um momento de opção, dizer que sim ou que não. Sinto o peso do incerto e a certeza no coração. 
O teu olhar profundo deixa-me a pensar, faz-me reflectir sobre o rumo que te vou dar.

Esta é a paga pela mudança...
Dou por mim a traçar a linha de uma tabela onde defino os prós e os contras de cada uma das decisões, mas não consigo indicar qual será a mais razoável.

Minha pequena fera, minha companheira deste tempo, minha opção forçada. Querer-te é um facto, mas as paredes que nos envolvem são cada vez menores e a tua rebeldia limitou o lugar que partilhamos.
Sinto que te estou a perder para um outro lugar e ao mesmo tempo a dar-te o espaço que mereces.
Mas...não consigo abdicar de algo que me pertence, não consigo simplesmente desistir.
Até breve!