Passam por mim, sinto-lhes os passos...no ar a suas respirações e nem por isso uma palavra. Mas existem, são os outros. São gentes...gentes que cruzam o meu caminho e em mim deixaram o seu rasto.
Partes de mim, silêncios meus e até sombras de uma vida...

Um lugar, várias histórias e uma imensidão de palavras constituem a verdadeira essência das"Gentes" da minha terra.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Doce amargo

Turbilhão de sentimentos. 
Voltas e mais voltas. 
Pensamentos distantes e confusos.
Corro atrás de uma certeza e vejo-me perante um labirinto de respostas.
Quero, desejo e anseio. Mas receio a dor de momento, o sufoco da mudança e a tristeza estampada no rosto.

Mergulhada numa felicidade inexplicável. Olho-me e vejo no rosto o sorriso de uma criança, no olhar os sonhos e no corpo uma ansiedade de viver.

Desvio o olhar e encaro-te de frente, reconheço a certeza do teu amor mas perco-me na tua angústia.

Não consigo construir um argumento perfeito, apenas frases soltas...

Perdoa-me o discurso totalmente desconexo, mas sou incapaz de traduzir a dicotomia em que me encontro. 

Perdi as minhas palavras, mas quando a fase terminar e tivermos crescido saberei encontrar umas novas.

Até breve!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Banda sonora do dia



Adoro o som, adoro a melodia e delicio-me com cada pedaço desta letra. Penso em ti e no teu acordar. Recordo o teu abraço e deixo-me mergulhar nas lembranças mais profundas.

Hoje sinto-me radiante...fecho os olhos e sinto-me a deslizar pelas notas suaves da banda sonora do meu dia.

Um pouco de mim...

Até breve!

sábado, 25 de junho de 2011

Um abraço...


Preciso do teu abraço e de sentir novamente o teu corpo. Preciso que me beijes e me envolvas no teu desejo. Preciso das tuas palavras e das tuas promessas. Preciso de ti!

Sei que vens ao meu encontro sempre que te procuro. Sei que me sentes a cada instante. Sei que os teus olhos reflectem os meus. Mas preciso de ti!

Receio perder o teu rosto pela manhã e os beijos húmidos ao acordar. Receio deixar de sentir o teu cheiro em mim e de ouvir a música que vem dentro de ti. Receio não voltar a ser a criança que sou contigo e a mulher que me tornaste. Receio a vontade de te ter e não te poder tocar...

Perguntas-me porque choro...não sei! Provavelmente porque vejo no rosto de outros o sofrimento de uma perda. Provavelmente porque não consigo imaginar o meu corpo sem marcas do teu. Provavelmente porque a tua respiração alimenta-me ao mesmo tempo que o teu desejo me consome.

Palavras sem nexo aparente, mas a ligação que nos une torna tudo tão intenso que o medo simplesmente não desaparece. Uma loucura que nos ocupa e acompanha, um amor que nos descobre a cada gesto e que nos une a cada instante.

Respiro-te, olho-te e volto a precisar de ti!

Até breve!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Linhas de uma história por escrever

"O verão chegou e com ele trouxe recordações de uma aventura. Posso fechar os olhos e recordar cada passo, cada gesto, cada momento. Cerro-os mais um pouco e ouço o bater do meu coração. O meu corpo manifesta-se e ainda reage aos primeiros olhares. 
 Não sinto saudade do que nasceu, mas o meu sorriso rasga-se a cada imagem desse tempo. Sinto-me novamente na história encantada que construímos e deixo-me levar pelo encanto do nosso argumento."
 Foram tantas as palavras, as fantasias e as promessas de um momento ainda mais maravilhoso. Os beijos eram tímidos e os sentimentos silenciosos. Um querer platónico construído numa base de fatalismo profundo. Um enredo feito ao acaso onde as personagens partilharam ansiedades e um desejo enorme de serem felizes.
 Uma história que conheci e que um dia, quem sabe, não faço dela um verdadeiro romance. 
Até breve!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"São apenas palavras..."


Pergunto-te porquê? 

Porque te deixas ir? Porque te anulas e te consomes? Porque desistes e te amargas? Porquê? 

Preciso de respostas para entender a ferida que te envolve e ajudar-te a seguires o teu caminho. Preciso de conhecer os teus receios para os poder suavizar. Preciso que precises de mim para me assegurar que te encontras. 

Dou-te palavras, mas nenhuma com a força suficiente para acalmar o teu sofrimento. Não tento conselhos, pois de nada servem, mas ouço-te sem exaustão. Sigo-te para não te perderes, mas dou-te espaço para te encontrares.

Sussurrando-te ao ouvido conto-te o segredo e num tom feroz peço-te que acredites. Segue o tempo e não anseies. Deixa que doa até que não possas mais. Chora os momentos, mas não os lamentes. Guarda a história, mas não rasgues as páginas onde o branco perdura. 
Nada é mas inteiro do que nós. Mesmo que de uma parte tua se trate liberta-a, para que um dia possas voltar a encontrar o pedaço que te falta. 

Para os muitos que comigo partilham esta “terra” e sofrem. Para os de ontem e os de hoje que me procuram. Para os meus e para os outros. 

São apenas palavras...

Até breve!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Com os apetites



Apetece-me provar-te como se nunca tivesse sentido o teu aroma. Apetece-me ter-te como se nunca te tivesse tocado. Apetece-me sentir-te como se nunca te tivesse enlouquecido. Apetece-me...

Mesmo depois de conhecer cada contorno do teu corpo quero reconhece-lo, quero toca-lo como se da primeira vez se tratasse. Quero esquecer os teus gostos para te poder conhecer novamente. Quero esquecer o teu cheiro para voltar a ficar viciada nele. Quero beijar-te como se fosse o primeiro. Quero-te...

Amor que me consome e me faz renascer a cada dia. Paixão que me devora e me completa a cada dia. Tentação que me descontrola e me fascina.

Vou sair e encontrar-te!

Até breve!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desejo



Invadiste os meus pensamentos e o meu corpo ficou tenso. O coração começou a palpitar de uma forma desconcertante...sinto-te!

Pedi ao tempo que corresse e que trouxesse, em breves segundos, o teu corpo para junto de mim. As minhas pernas voltaram a tremer e o tempo regressou à tentação.

Vi o teu corpo robusto e o teu rosto forte. Olhei o teu sorriso profundo e deixei-me deliciar pelos teus gestos. 

Os nossos olhares cruzaram-se e a minha boca quis beijar-te, quis tocar-te e sentir o teu desejo dentro de mim.

A minha respiração ofegante absorvida pelo tocar das tuas mãos. Tocaste o meu peito de forma invisível e acalmaste a ansiedade com um breve beijo.

Conseguia sentir-te sem que o teu corpo envolvesse o meu. Sentia os teus lábios sem que o teu rosto tivesse presente. Sentia o teu abraço em todas as noites vazias. 

Sofri a tua ausência.

Hoje adormeço contigo, sinto a tua presença em todos os momentos, mas desejo-te em todos os instantes.

Até breve!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

De regresso aos obstáculos



Olhei para trás...

Lá estava eu com o meu jeitinho rebelde. Palavras soltas, gritos de irreverência e gestos de uma agressividade que me estava intrínseca. Quis abraçar-me. Quis rever os discursos e os conselhos do passado. Quis ouvir com precisão as palavras sábias de todos os dias. Quis aprender com os castigos.

Voltei ao agora e revi-me no antigamente. Os mesmos olhares reprovadores, os mesmos gestos e novamente as escolhas...

Olharam-me e após alguns segundos de silêncio a palavra foi-me passada.

Desabafo...ideias soltas, frustrações escondidas e um desejo tímido de crescer.

Era a sua vez...cerrou os olhos e avaliou cada gesto meu. Os meus erros foram realçados e regressei ao passado. Senti-me novamente menina. Contive as lágrimas e ouvi com atenção as minhas falhas. Quis argumentar, mas cresci e reconheci que por mais justificações que desse nenhuma seria aceitável. Ouvi as minhas pulsações e quis fugir, mas paralisei o meu corpo e absorvi cada uma das suas palavras. Reconheci as falhas, mas em mim estava patente a mágoa de uma desilusão. Tentei sorrir para esconder a tristeza que me envolvia, mas estou ciente de ter transmitido a frustração.

Prometi corrigir as lacunas e controlar os impulsos, mas a incompreensão deixou a sua marca.

São estes momentos que nos abrem portas a uma nova visão. Percebemos o que é realmente importante e que por mais demonstrações de competências que tenhamos haverá sempre uns “mas”. Aprendemos que os outros estão longe de ter a mesma visão do mundo e que a valorização é um conceito altamente subjectivo. Mas apesar de tudo assumi um novo desafio, uma nova etapa e prometi a mim mesma que o caminho mais fácil nunca será a minha opção.

Respirei uma nova força e ergui o rosto, pois mais uma vez o “que magoa torna-me mais forte”.

Até breve!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Saudade...

Era o teu dia, mas não estiveste presente.

Reuni os possíveis para atenuar a dor da tua ausência, sem motivo para celebrar relembrámos, em silêncio, a tua presença.

Era o dia do teu aniversário, era o dia de comemoração de mais um ano de vida. E agora o que há para festejar? Nada. Partiste e contigo levaste uma imensidão de lembranças e de datas queridas.

Sinto a tua falta!

O teu sorriso, as tuas histórias, os nossos momentos, o teu afecto, a tua força e até a tua zanga com parte do mundo,...saudades de um alguém que em mim tatuou a experiência e a vontade de viver. Saudades!

Quis oferecer-te parte da minha nova vida e não tiveste tempo da desfrutar. Quis abraçar-te mais uma única vez mas não fui capaz. Quis lembrar-te dois anos depois e perdi marcas do teu rosto.

Perdoa-me por tentar esquecer a magoa de te ter perdido. Perdoa-me por tentar esconder as lágrimas da tua perda. Perdoa-me por me separar da parte de mim que morreu contigo. Perdoa-me!

Provavelmente nunca conseguirei ultrapassar o dia em que te vi partir, nunca conseguirem perceber a marca que me deixaste, mas contigo ganhei a força para suster a tristeza de não te voltar a ver.

Abreviei a dor do momento recordando tudo o que me envolve, suspirei e sorri-te...

Até breve!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Encontrei-te

Entre a multidão, entre os corpos gelados de uma noite fria, entre as vozes tímidas e as palmas desconsertadas, entre nós...

Ali estávamos, perante uma música que não nos aquecia e de uma voz  trémula sem força para nos manter perto.Mas entre músicas desconhecidas e letras do nosso tempo ouve um significado que me fez rodear tudo o que nos envolve. Senti a letra a cada palavra, mexi no tempo e recordei histórias dos nossos. 

Reconheci a minha imperfeição e tive medo, medo que o tempo nos traísse e que nos deixasse sós. Reconheci os erros do passado e relembrei caminhos assombrosos. Fechei os olhos e abracei-te, apertei o meu corpo contra teu e prometi em silêncio que jamais nos voltaríamos a perder. 




Até breve!