
Aqui estou eu novamente sentada no meu sofá, no meu canto, no meu lugar. Os estores ainda estão fechados, a luz é apenas transmitida pelo ecrã da tv, mas nem por isso deixo de escrever. Gosto da sensação de estar aqui, sinto que posso deixar fluir os meus pensamentos, largar algumas lágrimas e nem por isso torno-me mais solitária.
Sei que tenho de comer mas hoje sinto-me possuída pela preguiça, gostava de me poder perder neste sofá…deixar passar este domingo e sentir que amanhã é um novo dia. Mas o mundo está lá fora e espera por mim…
Mas é nestes dias que sinto saudades do cheiro das torradas, do barulho matinal e da televisão possuída por tudo o que era canais de animação. Sinto falta da desarrumação, da luta constante por um espaço no computador e da pequenina a suplicar um momento de diversão. Sinto saudades daquela que é hoje a “casa dos meus pais” como gosto de frisar sempre que lá regresso. Sinto-me invadida por uma nostalgia, por um sentimento verdadeiramente lusitano, saudade daquele que nunca deixará de ser o meu lar.
Este é o verdadeiro poder da família…podemos partir, podemos estar bem longe, até podemos estar de costas voltadas mas aquele seio será sempre o mais seguro, o mais protegido e o mais nosso. Mas se algum dia nos desiludirem, nos fizerem sentir tristes ou mesmo não acreditarem em nós nunca deixarão de nos pertencer…
Abro os estores, respiro fundo, sinto a brisa e ao fundo pequenos raios de sol…mesmo que seja por pouco tempo vai ser bom regressar!
Até breve!
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