Passam por mim, sinto-lhes os passos...no ar a suas respirações e nem por isso uma palavra. Mas existem, são os outros. São gentes...gentes que cruzam o meu caminho e em mim deixaram o seu rasto.
Partes de mim, silêncios meus e até sombras de uma vida...

Um lugar, várias histórias e uma imensidão de palavras constituem a verdadeira essência das"Gentes" da minha terra.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A beleza num olhar!?


A beleza é dos conceitos mais subjectivos que conheço e sempre que o tento definir sinto-me perdida num turbilhão de sensações. Olhar para alguém e interpretar a sua beleza é na maioria das vezes uma acção imediata, mas por vezes dou por mim a questionar o meu primeiro olhar e alterar a minha definição inicial.

Quantos de vós já não se sentiram enganados pelas “primeiras vistas”? Quantos de vós já não se iludiram com um olhar profundo, um sorriso rasgado ou um corpo perfeito?

Definir alguém como belo é algo mais complexo do que uma primeira imagem, algo que requer tempo e dedicação. Caso contrário estamos a rotular alguém como belo ou feio, apenas, pelos traços que o envolvem. Como é óbvio, cada um de nós tem os seus padrões de beleza e a primeira apreciação é sempre com base nessa definição. Mas devemos ter cuidado com as comparações e respeitar sempre a ideia de “gostos não se discutem”.

Para o que me deu hoje! Acordar com a sensação de conforto e deslumbrar-me desde do primeiro minuto com a beleza e perfeição que me rodeia. Analisar o espaço simples que me envolve e torna-lo único e soberbo. Olhar e mesmo ao meu lado sentir que cada gesto, cada momento, cada movimento é incrivelmente belo.

(Suspiro)

"Por entre a cadeira onde me regalo e o quarto onde me encontro debruço o meu olhar sobre ti e deixo-me simplesmente abraçar pela imensurabilidade da tua perfeição… "

Até breve!










quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pénelope a "cruz"


Horas de saída! 

O relógio marca 18:40, um suspiro e um sorriso rasgado. 
Apetece-me aproveitar o dia que tarda em adormecer mas sinto-me totalmente absorvida pelo cansaço.  Os meus olhos cedem pelo esforço e o meu corpo tem em cada membro as marcas de uma posição sedentária.

Corro para casa e para o conforto de meu espaço. Após longos minutos de caminhada, finalmente, deixo-me levar pelo êxtase de colocar a chave na fechadura. 

Os braços envolvidos de malas e sacos, o rosto pesado e a esperança de um minuto de descanso.

Do outro lado da porta ouço as tuas lamurias e ansiedades e desejo mimar-te até acalmares. Abro a porto e sinto-me absorvida pelas marcas da tua rebeldia. O meu estado altera-se e o meu rosto ganha uma força demoníaca. Dou um berro e só me apetece...nem sei. Papeis e cartão espalhados pela sala, manchas da tua incontinência nos lugares mais variados e os teus pelos por todo lado.

Por vezes pergunto-me, o que terá passado pela cabeça da minha mãe para me oferecer o símbolo mais declarado de uma solteira? Mulheres solteiras a viverem sozinhas e com gatas é cada vez mais a imagem perfeita de uma solidão permanente. Por ironia do destino consegui tornar esta ideia errada e converter esta imagem numa versão temporária.

Depois da gritaria e do dicionário completo de asneiras ter sido banalizado na minha sala, olho para ela e não consigo sentir raiva...

Parte da minha vida, companheira de lágrimas e alegrias, obstáculo ao meu conforto e descanso, mas educadora da minha paciência.
Por mais difícil que seja, por mais complexa que pareças...és minha!

Até breve!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um simples momento

Final do dia... o meu corpo está estendido em conforto e tenho um sorriso no rosto. Na estante procuro um livro, procuro palavras e um sentido. Olho para ti e de volta à estante encontro "Sonetos" de Florbela Espanca. Mergulho nas suas palavras e expressões, deixo-me levar por sensações antigas e entre saudades e tristezas encontro a tradução daquilo que sinto.

Fechei os olhos e absorvi cada uma das suas palavras...agora partes de mim. Levantei parte do meu corpo em movimentos suaves para que não me ouvisses, segui a tua essência e confortei-me no teu abraço. Olhei-te nos olhos e num gesto tímido contei-te parte de uma história num intenso soneto. 

Um momento, algumas palavras e vários gestos traduzidos num profundo poema...


Fanatismo



Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah!  Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
 
(Florbela Espanca)
 
 

Até breve!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Good Day!!

Simplesmente perfeito!

Podia estar horas a tentar descrever um momento perfeito pelo qual passei, mas todas as palavras do mundo seriam insuficientes para traduzir a intensidade de tal acontecimento.

Fecho os olhos e ainda sinto o cheiro da maré vazia e a brisa nocturna no meu rosto. Posso recordar cada expressão, cada gesto, cada palavra...tudo!

Mas como os momentos perfeitos são tão preciosos e igualmente únicos, hoje, vou ser um pouco "egoísta" e guarda-lo só para mim!

Com a minha gente  partilho um enorme sorriso e o desejo de mais um dia perfeito!


Até breve!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Amor e sexo

A ideia de encarar uma relação sem desejo continua a causar-me alguma confusão. Dois corpos, uma cama e uma vida em comum parece-me mais do que suficiente para que o libido não desapareça. Partindo sempre do pressuposto que o amor existe, claro. Mas como diz a música da Rita Lee "amor sem sexo é amizade"...

Hoje deixo-vos com a música para apurarem os vossos instintos...



Até breve!

Questão para aprofundar...

Noites e noites seguidas, corpos unidos pelo mesmo formato e dias complexos descompensados por um momento de descanso. Enredos de um dia de trabalho e rostos marcados por preocupações constantes. Vidas individuais mascaradas de relações perfeitas e amores falsos pintados de um rosa sumido.

Todos os dias presenciamos historias de amor desfeitas que um dia contemplaram o nosso imaginário de perfeição. Todos os dias ouvimos desculpas e justificações para fins há tanto tempo terminados. Todos os dias nos relacionamos com gente que sofre e que chora por situações ainda mal começadas.

Mas não vou dramatizar, podem não ser todos os dias mas também nos cruzamos com enredos felizes e cenas eternas...

Estas coisas do amor e da paixão são assim mesmo, demasiado complexas para se traduzir numa escrita objectiva. Mas hoje não me apetece de todo divagar sobre este tema, até porque ando demasiado absorvida por este para manter qualquer tipo de discurso neutro. Hoje vou apenas desabafar, nada de muito sofrido ou elaborado, apenas uma questão que me causa uma certa confusão.

Ontem numa conversa de colegas, maioritariamente homens, apercebi-me da ideia que existe em torno do sexo na vida conjugal. Parece que a ideia do prazer e de paixão são apenas conceitos temporários de uma relação entre duas pessoas. Muitas horas juntos, muitos dias diante dos mesmos corpos e a escassez do efeito surpresa parece acabar com a chama da fase do namoro. Mais do que tudo isto parece que a responsabilidade desta greve de prazer deve-se em grande medida às mulheres.

Não entendo, mas vou tentar aprofundar esta questão (a todos os níveis)...:P
Até breve!



terça-feira, 29 de março de 2011

Saber olhar para trás...



Olhar para trás, fechar os olhos e ainda sentir o cheiro de outro tempo...Vasculhar caixas velhas, fotografias sumidas e objectos de momento. Procurar a saudade, recordar sensações e no final sentir o bater de uma certa nostalgia. O passado...páginas de um diário escrito a cada dia, páginas de um tempo que não volta, palavras apagadas por um presente e um futuro que as absorve.

Quantos de nós, em momentos de solidão, não procurámos lembranças de uma outra felicidade? Quantos nós não procurámos respostas de hoje em acontecimentos de ontem? Quantos nós não justificamos o presente com erros do passado?

Apesar da tenra idade a vida ensinou-me que o passado é imóvel e que é apenas perfeito no tempo em que se desenrolou. O passado foi o presente de outro tempo onde a personalidade e a vida de cada um de nós escreveu um momento e ilustrou sentimentos. Olhar para trás faz-nos perder tempo com algo que não volta, olhar para trás serve apenas para aprendermos e para amadurecermos com todas as experiências (boas ou más) que a vida nos proporcionou. E se algum dia algo nos fizer ler páginas antigas, não vale a pena fechar os olhos e esconder o sorriso, o passado não trás medo mas sim a resposta para a felicidade. 

"Ontem folheamos um diário perdido, lemos em cada imagem uma história que passou e ao encerrar o capitulo sorrimos. Agora sabemos que o ontem deu-nos oportunidade de escolhermos o hoje e certamente nos vai ajudar a definir o amanhã..."


Até breve!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Desabafo do dia!

Ás vezes penso que sou diferente, meio tola e de alguma forma ingénua. Não sei se são os meus olhos que vêem diferente ou a minha perspectiva perante a vida que é única, mas a verdade é que por vezes dou por mim a questionar se falo a mesma língua que a maioria dos seres humanos.

Hoje fui acusada de ser politicamente correcta, porque simplesmente utilizei palavras sentidas para dizer aquilo que sentia em determinada altura. Será que não é normal dizer aquilo que se pensa sem que sejamos acusados de segundas intenções? Provavelmente a culpa é minha por achar que as coisas são ultrapassáveis e que as pessoas apesar de tudo continuam a ter a sua importância. Provavelmente sou eu que pareço ridícula por achar que a vida é simples e que apesar de tudo vale sempre a pena ser sincera. Provavelmente sou eu que sou ingénua por achar que as pessoas nos conhecem apesar das nossas falhas.

Hoje li algo que me fez pensar e que me fez ter vontade de dizer á minha “gente” o quanto gosto deles. Hoje aprendi que todo o meu percurso valeu a pena e que cada minuto sofrido foi um passo em frente. Hoje aprendi que ser feliz é um estado difícil de alcançar e depois de alcançado é pouco aquilo que nos magoa. Hoje continuo a gostar de todos aqueles que fizeram e fazem parte desta minha terra. Hoje tenho a certeza que todos os dias são dias para dizer aquilo que nos surge e para conhecer aqueles que nos rodeiam. 

Hoje valeu a pena!

Até breve!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um encontro...uma amiga!


O tempo vai passando e com ele vou aprendendo um pouco mais do que é viver. Todos os dias cruzo-me com alguém que me faz pensar, todos os dias existem momentos que me fazem feliz, todos os dias perco-me em situações que me fazem crescer.

Este estado de aprendizagem constante faz-me sentir um ser mais completo a cada dia, a capacidade de me debruçar sobre os acontecimentos que me envolvem ensina-me a perceber o que é realmente importante.

A minha vida é feita de prazeres, de momentos, de pequenas histórias e de felicidade. Hoje a minha vida é completada com os sabores do momento e regada com pormenores únicos e inevitáveis. Hoje a minha vida sou eu e todos os que me são importantes, mesmo os distantes. Hoje tenho a plena noção daquilo que é viver a “minha vida”.

Este é um desabafo que segue um contexto, fruto de um pequeno encontro que me fez recordar momentos passados e ao mesmo tempo enaltecer o momento fantástico que estou a viver.

Vários corredores, uma loja e um saco de boxe. Aqui estávamos nós, numa procura desenfreada por um funcionário que nos desse autorização para levar o nosso futuro companheiro de exercício. Quando menos esperava apareceste tu, igual a ti mesma. Um abraço...que saudades. Poucas palavras, resumo de uma história e apenas alguns retratos de acontecimentos recentes. Tanto tempo e nem por isso uma expressão diferente.
Voltar a ver-te foi sensacional e partilhar contigo parte de mim em poucos minutos foi sentir que pouco mudou...

São estes pequenos momentos que nos completam e nos tornam cada vez mais cientes de tudo o que nos rodeia. A vida é feita de encontros e desencontros, a vida é feita de todos os dias e de vários acontecimentos, a vida acontece a cada minuto e não vale a pena parar o relógio porque o tempo encarrega-se de nos mostrar em curtas imagens tudo aquilo que já passou.

Adoro sentir que o “para sempre” é possível!

Até breve!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Palavras em tom de poesia

Hoje é o dia mundial da poesia e como tal não podia deixar de dar o meu contributo. Pensei publicar um poema de um dos meus poetas preferidos fazendo homenagem ao seu brilhantismo, mas não consegui ser selectiva a esse ponto. Então pensei partilhar convosco algo que escrevi numa outra fase, algo que marcou a minha história actual, algo que me fez crescer e que se traduziu no meu "felizes para sempre". Confesso que não é nada de extraordinário nem tão pouco perfeito, apenas palavras dedicadas.

Não dei um titulo, pois não quis limitar algo que me era tão profundo. Quem sabe se não me podem ajudar a escolher as palavras certas para o definir...

Espero que gostem!
...

Sei que estás aí bem perto de mim
Sei que existes sempre que me toca
Sei que estou em ti sempre que me beija
Sei que sabes o quanto me importas

Mas foges sempre que está mais perto
Desistes sempre que está certo
E na espera eu tenho medo
E sofro por todo este enredo

Sei que te quero dar, que te quero ter
Quero-te tocar quero-te dar prazer
Mas ainda te sinto longe do meu ser
Sei que me consomes mas sem ti não sei viver

Esta é a nossa História repleta de dramatismo
Momentos partilhados sem eufemismo
Olhares, beijos e sensações
Tornará sempre eternas tais emoções

Beija-me outra vez, sente a minha exaustão
Toca-me na alma e sente o meu coração
Eu deixo-te entrar mas não me faças temer
Que um dia num simples olhar te posso perder…

Ate breve!